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Servindo a Deus ou a Mamom

Quando a Bíblia menciona “Mamom” em Mateus 6:24, algumas traduções usam a palavra dinheiro. Embora a tradução esteja correta, o sentido não é exatamente o mesmo. A palavra hebraica “mamom”, realmente pode ser traduzida por dinheiro. No entanto, o dinheiro – papel moeda e suas variações como temos hoje – é apenas um meio de trocas no sistema do mundo em que vivemos. Ele é amoral. Não é bom nem mau em si mesmo. O “amor ao dinheiro”, mencionado em 1Timóteo 6:10, é que configura o problema.

No caso de Mamom, estudiosos o caracterizam com um “deus” dos filisteus, adorado como o “deus da prosperidade”. Então, cremos que nesse sentido Jesus menciona que não é possível “amar a Deus e a Mamom” ao mesmo tempo.

Assim, servir a Mamom é como prestar adoração a um “deus” pagão, que, em última análise, seria aceitar o comando de um demônio, representado por aquele deus.

Tomando por base alguns estudos que fizemos sobre o tema, listamos diversos sintomas mais evidentes da influência de Mamom na vida de alguém. Confira a lista a seguir e peça que o Senhor lhe mostre se há em sua vida alguma área em que o inimigo está tentando mantê-lo em servidão a Mamom:

 

  1. Preocupação e ansiedade com relação ao dinheiro.
  • Mamom não faz acepção de pessoas! O rico tem medo de perder sua riqueza; o pobre receia não ter o necessário para seu sustento.
  1. Má administração de recursos
    • O maior sintoma desse problema é não saber onde foi parar o dinheiro. Isso acontece por falta de planejamento financeiro. Muitos – para não dizer a maioria – não fazem a menor ideia de quanto dinheiro precisam, por mês, para suprir suas necessidades básicas.
    • Vamos fazer um pequeno exercício de imaginação: Você é o gerente de um fundo multimilionário, responsável pela subsistência de muitas famílias. Suponhamos que duas famílias venham ao seu escritório para serem atendidas. A primeira traz uma pasta, contendo o histórico de gastos do último mês e apresenta um orçamento para as despesas do próximo mês. A outra família apenas faz uma estimativa do que precisa receber para suprir suas necessidades, mas não mostra um histórico das despesas, muito menos um orçamento para as despesas futuras. Para quem você liberaria os fundos? A resposta é óbvia, naturalmente.
    • Se nós, como seres humanos, certamente daríamos preferência a alguém que planeja e administra bem as provisões, quanto mais o Senhor!
    • Ao não me ver como gerente dos bens que me foram confiados, não me sinto na obrigação de prestar contas a Deus. Por que, então, registraria os gastos ou faria um orçamento?
  2. Falta de Provisão
    • Quanto é o suficiente? Mamom não quer que respondamos a essa pergunta, pois está sempre gerando novas necessidades.
    • Há muito “mês sobrando no final do salário”. Já viu esse filme antes? Com honradas exceções, tanto ricos como pobres costumam gastar mais do que ganham. Quanto mais dinheiro recebemos, mais opções nos aparecem para gastá-lo. E como dinheiro não nasce como grama, o gasto maior do que o ganho vai sair de algum lugar. E não adianta orar com fé e pedir a Deus que faça com que seu saldo negativo no banco ou no cartão de crédito desapareça de sua conta por algum tipo de milagre. Se isso acontecer, é porque alguém pagou sua conta ou um funcionário do banco errou nos lançamentos.
    • Deus promete nos abençoar sim, e não é pecado ter recursos em abundância, assim como a pobreza não é sinal de maldição divina ou de infidelidade. O Senhor não faz troca com nossa fidelidade. O que Deus promete em Sua Palavra é nos dar o pão de cada dia. A chamada “teologia da prosperidade” não tem fundamento bíblico. Mas o objetivo aqui não é debater esse assunto.
    • Só Jesus pode nos ajudar a saber quanto é o suficiente para nossa manutenção digna. Queremos que o Senhor ande conosco na área financeira? Então precisamos estar em acordo com Ele. Amós 3:3 nos faz uma pergunta: “Andarão dois juntos, se não entre eles acordo?”
  3. Mentalidade de miséria
  • Há uma reclamação constante da falta de dinheiro até para as necessidades mais elementares. Há pessoas que são dominadas por uma mentalidade de miséria. Sua casa está caindo aos pedaços; seu carro, quase se desmanchando, e ainda ostenta um adesivo no para-brisa: “Propriedade exclusiva de Jesus.” Quase sempre isso é falta de cuidado com o pouco que têm.
  • Por causa dessa mentalidade de miséria, pessoas amaldiçoam seus ganhos, dizendo que o que recebem não passa de um salário de fome. Como Mamom fica feliz com essas palavras! E, logicamente, fará tudo para que elas sejam de fato uma realidade.
  1. Compras impulsivas – incapacidade de resistir ao desejo de comprar.
    • Seria bom que nos perguntássemos, antes de realizar qualquer compra: “Realmente preciso disto?” Vale lembrar que a maioria das lojas colabora diretamente com o desejo de Mamom, enchendo as vitrines com a mensagem: “Compre-me! Estou tão barato!”
  2. Avareza
    • O avarento, ao contrário do consumista compulsivo, tem pavor de gastar. Sua paranóia é juntar e guardar todo o dinheiro que possa conseguir. Disse alguém, com muita propriedade, que o avarento ajunta para outros gastarem depois de sua morte.
  3. Dificuldade em dizimar e ofertar
    • Esse é um ponto de honra para as hostes de Satanás. Logicamente, eles farão tudo o que puderem para que a pregação do evangelho não avance.
  4. Cobiça e Ambição
    • Trata-se do desejo compulsivo de adquirir o que ainda não temos. Ambição é desejar ansiosamente mais do que já temos. Isso é diferente de sonhar com algo melhor e fazer planos para alcançar esses sonhos, sempre de acordo com a vontade de Deus.
  5. Servidão ao Débito
    • Mamom está por trás das dívidas. Seu intento é manter as pessoas em servidão, sempre sob o peso de juros e débitos.
    • Há casos em que compras a crédito são necessárias; o melhor, porém, é não dever nada a ninguém, “a não ser o amor”. Romanos 13:8.
  6. Desonestidade e Mentira
    • A infidelidade nas coisas grandes ou pequenas para com Deus e para com os semelhantes é indício forte do senhorio de Mamom. Satanás é o pai da mentira, de qualquer mentira, por menor que seja, inclusive quando se trata de sonegação fiscal.
  7. Ênfase exagerada no dinheiro e na valorização do seu pretenso poder.
    • Pessoas costumam admirar quem tem muito dinheiro. A maioria das conversas gira em torno de como ganhar mais dinheiro. O dinheiro em si mesmo não tem poder.

 

Outros itens poderiam ser acrescentados a esta lista. Ela é genérica. Cada um pode fazer uma avaliação de si mesmo para descobrir em que áreas está sendo influenciado. Dificilmente não nos vamos encaixar em alguns pontos. Todos nós precisamos ser continuamente tratados por Deus na área financeira.

Quem sabe seja o momento, nesta crise econômica que atinge a todos, de revisarmos nossos conceitos e fazer a difícil pergunta: a quem estamos servindo: a Deus ou a Mamom?

DA PUBERDADE, À ADOLESCÊNCIA & JUVENTUDE

“ATÉ QUE ME RECONHEÇAM E ME ADMITAM COMO ADULTO”

Autor: Dr. Joel Pola, psicólogo clínico

I – Como se define e se conceitua a Adolescência

II – A Adolescência como símbolo de uma “moratória”

III – A síndrome normal da adolescência

IV – A busca de si mesmo e da identidade

V – A Adolescência como reação e rebeldia

VI – Duração da Adolescência

VII – Insegurança

VIII – Como interpretar os adultos?

IX – “Como conseguir que me reconheçam e admitam como adulto”?

X – O Adolescente gregário

XI – Alguns transtornos da Síndrome da Adolescência

  • Delinquência
  • Alcoolismo e Toxicomania
  • O adolescente que se enfeia
  • O Adolescente barulhento.

XII – Final da Moratória – Por que sou um adulto?

 

A SÍNDROME DA ADOLESCÊNCIA

 

  IComo se conceitua e se define a adolescência?

Existem aqueles que querem encontrar um “bode expiatório”, para transferir suas impossibilidades fracassos e insucessos.

 

Alguns conceitos preconceituosos:

“Aborrecente, idade difícil, só tem tamanho, a cabeça é… É somente uma menina no corpo de adulto.”

Preconceitos contra o adolescente. Veja um exemplo, publicado pelo Jornal da Tarde, 3/4/98: No artigo “O imbecil Juvenil”, o jornalista O.C. despejava o seu rancor, da seguinte forma: “Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens, é um mundo velho cansado que já não tem futuro algum.”

“Adolescer” – vem do latim e significa crescer, engrossar, tornar-se maior, atingir a maioridade.

 

Puberdade, Adolescência e Juventude – Começa em torno de 10 anos e pode terminar nos rapazes aos 25. Nas mulheres aos 22 anos. Não há um padrão rígido, alguns poderiam ir até aos 27 anos. Outros poderão não completar a fase de adolescente por toda vida. Ou serão adultos quando do falecimento dos pais, quando indivíduos coagidos pelas circunstâncias terão que enfrentar a vida como ela é.

Mudanças psicológicas que ocorrem que ocorrem:

  • Alegria e tristeza, grande oscilação de humor.
  • Necessidade de agregação ou isolamento (solidão)
  • Altruísmo e egoísmo
  • Curiosidade ao tédio
  • Da confiança para a dúvida.

 

II – Adolescência como símbolo da “moratória”

Você aprendeu a sobressair, adquirir destaque, na escola, nos esportes. O adolescente vai se achar bom em muitas coisas: Você olhou, imitou e aprendeu, seu corpo está forte, rápido e bem treinado. Pode desafiar qualquer um.

Alguém lhe fala: você terá que esperar pelo menos uns 10 anos, para poder competir de igual para igual com os adultos.

  • 10 anos de limbo… Raiva, ojeriza, desprezo, e até rebeldia. Você quer espaço, mas não lhe dão. Precisa de reconhecimento e busca uma nova identidade.
  • Você vai lutar pela moratória que lhe foi imposta, e certamente o adolescente não sabe lidar com isso. Trata-se do incompreensível mundo dos adultos.

 

Agora podemos definir o adolescente como alguém que…

  • Assimilou valores normais e banais, bem compartilhados na sociedade, e percebeu: que é bom ter sucesso financeiro; destaque social, amoroso, sexual;
  • Seu corpo chegou à maturação necessária, para se dedicar às tarefas aprendidas, no sentido de competir. Desde que nasceu está competindo;
  • Nesse exato momento a sociedade lhe diz: espere, espere, você tem muito que aprender. O mocinho a mocinha, vão receber muitos “nãos” – É a moratória que lhe foi imposta… Até quando? Quando eu vou sair disto? Quando poderei ser livre?… Mas ficará com a tutela dos adultos, mesmo pronto para o amor e o sexo.

 

III – A Síndrome Normal da Adolescência

Ele, e ela ficarão num casulo, chamado adultomorfismo, é um processo evolutivo para ter a forma de adulto. Está em quarentena. Ele vai ter alguns prenúncios de patologia, neste tipo de “liberdade vigiada”.

  • Medos, contra medos, manias, fantasias, mania de perseguição. Isto dependendo do indivíduo e ambiente em que está abrigado. Alguns ainda mantêm o estado de latência infantil. Grandes desequilíbrios.
  • Elaboração dos lutos. Luto pelo corpo da infância. Luto pelos pais da infância.

 

Sintetizando as características:

  • Busca de si mesmo e da nova identidade;
  • Tendência grupal
  • Necessidade de intelectualizar e fantasiar;
  • Crises religiosas;
  • Deslocamento temporal;
  • Autoerotismo até o heterosexualismo da idade adulta.
  • Contradições sucessivas em todas as manifestações. Rebeldia e provocações.

 

IV – A busca de si mesmo e a nova identidade.

Processo de mudança com relação as suas próprias idéias, experiências vividas, e a opinião dos outros.

Neste momento buscam-se os aspectos: ideológicos, religiosidade, profissionais, sexualidade.

  • (Espiritual, Psíquico, Intencional, (razão e lógica).

Poderá haver aqui uma crise na identidade, quando ele está confrontando o futuro que teria pela frente com os períodos anteriores da infância. Uma espécie de avaliação e julgamento de tudo o que recebeu. Aqui poderá se iniciar o conflito de gerações.

Seja esse período pacífico ou agressivo haverá um descolamento das figuras maternas e paternas. Esse período rico de transformações, as marcas da vida os traumas, as deficiências educativas serão manifestas.

Não há como conter… Não se pode segurar… e nem obrigar…

 

Chega o primeiro e principal suporte na identificação – A tendência grupal

Grande necessidade de se ter amigos, ir às festas de aniversário, prática de esportes, se filiarem a um grupo, as atividades sociais. Os vínculos com os pais estão cada vez mais frouxos, o adolescente está abrindo espaço, e gradativamente vai buscando sua independência.

Há uma troca das relações parentais. São trocados e compartilhados com a turma, o amigo, a amiga, colegas, os sonhos, as esperanças, ansiedades, preocupações e crenças.

 

Há ganhos nesta relação, ao mesmo tempo em que há uma perda da individualidade, por vezes a perda é completa, os pais da infância estão sendo sepultados. O grupo já tem maior peso do que o que o pai ou a mãe diz, ou até a igreja. O processo de autoafirmação psíquico se dá no grupo.

  • Grupos de Filiação: góticos, pixadores, roqueiros, punks, skatistas, hip-hop, patricinhas, rappers, pagodeiros, death metal, gangs de criminosos, viciados ou de uma igreja.
  • Consenso do Grupo: “Sozinho estou perdido, juntos somos fortes, independência, família significa retrocesso, critica e dependência.” Há uma espécie de código de ética, ou de metas.
  • Identificação do Grupo: Uniformidade, conquistas em relação ao sexo oposto, palavras, gestos, olhares, símbolos. Piercings, tatuagens, modismos, tênis, música, caracterização de ídolos.
  • Destaques para aceitação: Rapazes sarados, fortes, corpo atlético. Moças se apresentam da melhor forma, cuidado excessivo dos cabelos, pele, vestimentas. Todos precisam ser atrativos, populares no grupo. Todos precisam estar dispostos as mais radicais mudanças. Ai de quem contraria o paradigma do grupo. Ou a grande depressão que causa a rejeição do grupo.

Num grupo não existe qualquer autenticidade, todos seguem uma espécie de inconsciente coletivo. A onda, a moda.

  • Cautela! – Com os amigos e os grupos que nós e nossos filhos freqüentamos, seus caracteres estão sendo formados ou reformados, inovados ou retificados, ou até mesmo diferenciados, especialmente quando as crenças não são consistentes.

 

V – A adolescência como reação e rebeldia

A imposição da moratória já seria suficiente para que seja pelo menos uma época de inquietação.

A rebeldia decorre dos impedimentos e regras e normas impostas pelos pais e supostamente à igreja. Gostariam de realizar tudo o que seus corpos e suas mentes permitem.

Eles costumam dizer:

– Eu sou dono de mim.

– Não é de sua conta, o problema é meu.

– Não se tem liberdade nessa casa… vou embora de casa aqui ninguém me entende!!!

É preciso mostrar aos adultos que nós somos competitivos. Se isto traz repulsa ou choca muito, é isso que ele deseja.

Esse é um período de contestação aguda. Busca de autonomia, ganhar espaço precisamos enfrentar esta moratória.

Vejam o conflito que decorre da reação e rebeldia:

Ao mesmo tempo em que a moratória lhe é imposta. A sociedade e a família coage:

– Você precisa trabalhar, ter o seu próprio dinheiro, o que v. vai ser? Você não pensa no seu futuro?

Outros enigmas:

– Você é muito grande para ter esse procedimento você age como criança. Ou você é uma criança ainda e não pode chegar a casa depois da meia noite.

No consciente do jovem adolescente a moratória é mal justificada, porque se contradiz. Coloca o jovem dentro de valores cruciais, mas não lhe dá o ideal da autonomia. Trata-se de uma sofrida privação de reconhecimento e independência, misteriosamente idealizada por adultos.

 

VI – Como interpretar o adulto?

O adulto é quem consegue ser desejável ou invejável. Quando serei um adulto?

A cultura indígena tem ritos de iniciação para os adolescentes, que consiste em passar por sofrimentos e provas insuportáveis. Cumprido o rito, imediatamente o jovem é recebido como um adulto na tribo, sua habilidade, personalidade e sentimentos não são mais questionados. Na realidade falta uma lista estabelecida de provas e rituais. Só sobram espera e procrastinação.

Entre a criança que foi, e o adulto que não chega, o espelho do jovem frequentemente é vazio. Essa é uma época campeã em fragilidade, auto-estima, depressão e tentativas de suicídio. A estatística é preocupante.Alguém que era adorado, agora nem sequer é reconhecido.

Agora ele joga com a represália, e acaba realizando um ideal que de certa forma é reprimido pelo adulto. O adulto ensina aos seus filhos que temos que ter uma alta dose de conformismo para sobrevivermos vivermos num mundo cruel e capitalista como este.

“Robin Hood está fora da lei”, mas ao mesmo tempo em que está contra a lei, está acima da lei em nome de uma justiça superior a ela. Os jovens sabem muito bem explorar esta jurisprudência social.

Alguns pais dizem: “Prefiro um filho malandro do que um mauricinho babaca. Faça o que desejo e não o que peço.” Aqui há uma contradição paradoxal.

Os valores positivos parecem emanar da resignação. Quanto mais o adulto tenta se constituir como autoridade moral, tanto mais se qualifica como hipócrita, porque a cultura que promove o ideal promove junto com ela a norma. O ideal é encontrado por aquele que faz a exceção à norma.

O grande paradoxo. O que vale: o Ideal ou o Real. Ou como age a sociedade?

 

XI – Alguns transtornos da Síndrome da Adolescência

  • Delinquência – Há uma importância quantitativa de criminalidade na adolescência. Provavelmente este adolescente está tentando enviar um pedido de demissão a esta moratória. Os adolescentes transgridem para se reconhecerem mutuamente como irmãos do grupo. É preciso ter um motivo para associar-se, que precisa ser considerado importante, o que se traduz como alto risco.

A sociedade cobra das pessoas:

– Você tem que crescer ter riqueza, estar bem de vida e ser feliz.

O crime é muitas vezes um atalho a este caminho. Exatamente quando os criminosos adolescentes observam a hipocrisia da sociedade, eles decidem: “Vou roubar, por exemplo.”

A prostituição feminina é exemplo clássico. “Se existe a moratória sexual, o adolescente se impõe pela sedução mais brutal.” São formas de se chamar a atenção: “Eu existo e preciso de amor e afeto.”

Quando o adolescente não consegue o respeito na família, prefere e consegue produzir medo, se colocando em situações adversas.

  • Alcoolismo e Toxicomania – Os adolescentes são mais sensíveis do que os adultos ao charme das drogas ilegais, certamente esta é a herança herdada, depois de largada por seus pais. Eles interpretam essa transgressão como um processo de sua infantilização, uma vez que o álcool e o cigarro são liberados para os adultos. Filhos de alcoolistas e viciados quaisquer são propensos ao uso das drogas, há grandes fatores genéticos desencadeantes de vícios. Alem de outros transtornos psicóticos que possam ter. Filhos de transtornados mentais tem grande chance de sê-los.
  • Na realidade eles estão dentro da meta “Sejam felizes”.
  • O adolescente que se enfeia – Trata-se de um desafio aos cânones estéticos dos adultos, e eles se enfeiam sistematicamente. Desafiar a aprovação do adulto é a sua própria função. O desejo de se enfeiar tem haver com a própria rejeição da sexualidade, é renunciar a desejabilidade como um valor social. Quando se porta desta forma está desvalorizando o reconhecimento social. “Se não gostam de mim é por que eu não quis.”
  • Feiura é uma espécie de exibicionismo escancarado. Piercings, umbilical, na língua sobrancelhas, calças caídas, cuecas acima do cós, são transgressões da sexualidade. Sempre haverá um conforto no olhar indignado dos adultos.
  • Na realidade a grande maioria dos adolescentes de cabelos ultra loiros ou coloridos, brincos tatuagens e cara feia, caso se encontrassem a si mesmos numa rua escura, trocariam de calçada ou correriam para casa assustadíssimos.
  • O Adolescente barulhento.

Tietes que adulam os seus ídolos. Eles vivem um filme, ou vários, arrumam uma identidade interpretando personagens. Essas marcas passam a defini-los. Trata-se de uma ironia barata. A imitação e a idolatria são uma forma de idolatria moderna: Roberto De Niro Leonardo Dicaprio, etiquetas de Giorgio Armani.

O Adolescente é o maior fã do videoclipe, procuram roteiros que melhor se enquadram ao seu look. A música deixa mais liberdade do que o clipe. Ela dá apenas o clima, sugere uma atitude às vezes não dita na história.

Sons elevados ensurdecedores, tudo isto faz parte de uma escuta que comporta parte de uma provocação. O adolescente oscila entre estourar as caixas de som e viver de fone de ouvidos. O recado é claro: ou eu ensurdeço você ou não ouço você. – Se eu não vivo, então eu arrebento. Ah se o vizinho reclamar… Seria um belo troféu.

De certa forma, quando se quebra paradigmas culturais, com comportamentos desejáveis ou indesejáveis, estão interpretando os adultos, e dizendo, estamos aqui. Existimos.

 

XII – Admitido ao mundo do adulto

Moral da história: O dever do jovem é envelhecer. Buscar a suma sabedoria. Mas o que acontece quando a aspiração dos adultos é manifestamente a de rejuvenescer?

Adultos estão fazendo plástica, malhando nas academias, procurando o padrão de beleza da juventude.

  • Pais de bermudas, com bonezinho e tênis, mascando chicletes, e querendo ser modernos. Mães de mini-saia, sem se dar conta de que os trajes são incompatíveis com a sua juventude que não existe mais. Como entender o adulto, que na fantasia sonha como um adolescente.
  • Na realidade muitos adultos desejariam ter férias permanentes como os adolescentes, levantar tarde, ter um pouco de preguiça, poder negligenciar um pouco seus deveres. Já que o adulto é nostálgico. Ele sabe a essa altura, que da adolescência e juventude para o adulto, não há nenhuma promoção.
  • Os adolescentes e jovens e muito mais os adolescentes, são os maiores lançadores de moda, jovens e adultos os copiam de forma incrível.

Conclusão: Haverá um dia, que o adolescente normal, cansou da moratória e ingressa no mundo adulto, por seus próprios méritos e sem pedir licença. Vence todas as barreiras por mérito de Deus e próprio. É Quando Se Torna Independente.

 

O que é ser Independente?

  • Viver financeiramente independente sem precisar de ninguém. Especialmente do Papai e da Mamãe ou da Vovó.
  • Estabilidade profissional e emocional
  • Conseguir um “Grande Amor” e Casar, se possível ter filhos.

Você é um adulto? O que falta. Não depende propriamente de idade. A maioria conseguiu. Outros demorarão, enquanto que outros nunca serão.

Créditos: Autor: Dr. Joel Pola – (SCS – Adra)

 

 

 

 

PN-644 anos de casamento!

Conheça alguns de nossos segredos.

19 de janeiro de 1971 foi um dia muito feliz em nossa vida. Expectativa incontida.  Fogo da Paixão ardendo em nosso coração. E então, felizes para sempre! Quase. Dois primeiros anos maravilhosos. Aos 18 anos de casamento uma terrível crise bateu às portas de nosso lar. Estivemos muito próximos de tomar a decisão mais simplista possível: cada um seguir seu próprio rumo.

Escolhemos o caminho mais difícil: continuar lutando pelo nosso casamento! E que batalhas tivemos de enfrentar!

Graças a Deus, superamos as maiores dificuldades.

Primeiro, deixamos que o poder transformador da graça de Deus nos inundasse. Depois, os seminários da Universidade da Família, divinamente inspirados, nos ajudaram a retornar aos princípios eternos de Deus para um casamento abençoado e uma família bendita. Nossa mais sincera gratidão à UDF.

Hoje, a paixão está de volta, porém, em forma de um amor amadurecido, companheiro e comprometido em todas os momentos. Não somos o casal perfeito, “casal 20” como costumávamos ser chamados. Mas estamos prosseguindo no caminho que Deus nos tem indicado.

O segredo? Perdão. Muito perdão. Aceitação incondicional. Compaixão um pelo outro. Graça divina que nos sustenta diariamente e nos dá sabedoria para administrar as dificuldades.

Somos uma família muito abençoada; um casal que sabe que a palavra “impossível” não existe no dicionário de Deus. Basta acreditar no Seu poder e em Sua maravilhosa graça. É necessário apenas querer e estarmos dispostos a tomar as atitudes que são de nossa responsabilidade. Então, Deus faz o que é impossível aos olhos humanos!

Nosso sincero desejo é que a mesma graça divina que foi – e continua sendo – derramada sobre nosso lar alcance a todos vocês que nos acompanham no Ministério Fundo da Agulha.

Aleluia!

 

O Amor Verdadeiro é Firme

por Wilson Almeida

Alguns tipos de punições impostas pelas leis mosaicas Frutal 18/10/2014sempre me intrigaram. Uma delas era a morte por apedrejamento em caso de adultério. Deus me parecia bastante radical nesse caso e em outros semelhantes. Onde estaria a graça e o perdão? Não costumamos dizer que a graça já existia no Antigo Testamento?

 Um dia ouvi uma explicação a esse respeito que me pareceu fazer sentido. Um filho bastardo, nascido de uma relação adúltera era privado de participar de todas as cerimônias religiosas judaicas até a sua décima geração. Então Deus não queria ser cruel com essas crianças que seriam consideradas bastardas, sem identidade. Por isso, Ele decretou uma punição severa, não para que tivesse de ser aplicada, mas para desencorajar as pessoas de cometer adultério.

 Imagine se essa punição fosse aplicada ao pé da letra ainda hoje! Talvez faltassem pedras para tantos casos. Claro que ninguém vai sair por aí apedrejando os adúlteros. Mas me atrevo a perguntar: a situação está melhor hoje? Quantos problemas graves, com consequências permanentes, poderiam ser evitados se as pessoas soubessem que a punição pela quebra da aliança de um casamento seria tão extrema?

 A impunidade hoje tem sido a maior causa do aumento de tantos crimes no mundo e, também, de comportamentos irresponsáveis no meio cristão.

 Nem sempre entendemos os propósitos de Deus. Mas em sua severidade Ele ainda é misericordioso e cheio de amor verdadeiro por seus filhos, não querendo que nenhum se perca.

 O problema é que muitos daqueles que gostam de “chamar o pecado pelo nome” que se dizem paladinos da justiça, não conhecem o amor de Deus e são rápidos em julgar e disciplinar os faltosos, sem acrescentar a graça e a misericórdia divinas. Assim passam a ideia de um Deus vingativo e irado, que odeia o pecado (verdadeiro) e também o pecador (falso).

 Pessoas que erram são vistas na igreja quase como os leprosos eram vistos pelos judeus. São imundos e ninguém deve se aproximar deles. Aqueles que antes eram seus amigos agora se afastam para “não se contaminar”.

 No famoso caso da mulher flagrada em adultério, Jesus não a condenou ao apedrejamento, mas certamente não aprovou seu comportamento. Com sua graça maravilhosa a perdoou e ao mesmo tempo a repreendeu firmemente: “vai e não peques mais!”

Há o outro lado da moeda: a complacência com o erro.

 Algum tempo atrás um membro influente de certa igreja estava traindo sua esposa, mas o fazia de modo sutil, sem “dar bandeira”. O pastor sabia da situação, mas não queria tratar do assunto por medo de magoar um membro tão ativo e querido por toda a igreja, além de um ser bom dizimista. “Devemos tratá-lo com misericórdia”, justificava-se o pastor com alguns líderes que também conheciam o problema.

 Na verdade, era um precioso irmão, mas ao tomar essa atitude, o pastor não estava de forma alguma sendo misericordioso para com ele. Estava, sim, contribuindo para a sua perdição. Não precisava apedrejá-lo, expô-lo publicamente, mas, como seu pastor, era seu dever exortá-lo com amor e alertá-lo das terríveis consequências que poderiam ocorrer por causa de seu comportamento pecaminoso.

 Estamos falando de adultério, um caso considerado grave pela comunidade cristã. Mas o que dizer de casos mais “simples” que, no entanto, podem resultar em consequências tão sérias quanto uma traição? Não me lembro de um único caso em que alguém foi disciplinado na igreja por espalhar boatos falsos ou falar mal de alguém.

 O amor precisa ser firme em todos os casos de comportamento inadequado. Pais precisam ser firmes com os filhos. Não precisam espancá-los por causa de seus erros, mas precisam direcioná-los no caminho certo com firmeza.

 Lembro-me de uma história que ouvi a respeito de uma forma de disciplina aplicada por um pai a seu filho adolescente. O jovem costumava ouvir música com volume muito alto em seu quarto. O pai pediu algumas vezes que ele moderasse o volume do som.

Certo dia, após algumas tentativas de diálogo sem resultado, o pai resolveu agir com firmeza. Bateu à porta do quarto, mas o filho ignorou.

No dia seguinte, pela manhã, o jovem já esperava chuvas e trovoadas e um duro sermão. Mas o pai parecia ter acordado de bom humor.

– Bom dia, filho. Dormiu bem? Espero que tenha um dia feliz na sua escola.

 O moço ficou sem entender aquela estranha atitude do pai. Sempre levava uma tremenda repreensão por causa de suas desobediências. O que teria acontecido?

Na hora do almoço, quando voltou da escola, o pai o recebeu com o mesmo bom humor.

– Olá, filho, como foi seu dia hoje? Tudo bem na escola?

 Ainda desconfiado, o filho cumprimentou-o com um sorriso amarelo. Subiu ao seu quarto, que ficava no piso superior, e quase teve um ataque. A porta de seu quarto havia sido retirada.

 – Pai, o que aconteceu com a porta do meu quarto? – gritou lá de cima.

O pai subiu as escadas calmamente e explicou ao filho:

– Ter porta em seu quarto é um privilégio, não um direito seu. Como ontem você não abriu a porta para nos atender, decidimos que por algum tempo você não terá o privilégio de sua privacidade. Mas, tudo bem, amamos você do mesmo jeito.

 Não houve brigas nem discussões e o recado foi bem entendido.

 Às vezes, Deus nos corrige da mesma maneira. Em sua misericórdia Ele nos disciplina, mas o faz com amor, pois quer o nosso bem.

 “Deus … é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor” (Jl 2:13). “Repreendo e disciplino aqueles que eu amo” (Ap 3:19).

 Amor verdadeiro e disciplina com misericórdia se completam.

 

LIDANDO COM AS FERIDAS DO CORAÇÃO

IRENE 3Por Irene Almeida

 

 

O que é uma ferida no coração?

É uma dor que indica que nossa alma, nosso coração e nosso corpo sofreram danos. Uma dor física requer cura física. Feridas espirituais requerem uma cura divina. Às vezes as feridas podem ser muito profundas, sendo que algumas encontram-se enterradas como raízes de uma árvore que se arraigam no solo. A pessoa já não se lembra dos incidentes dolorosos, mas ainda segue sofrendo os efeitos. Outra coisa é que as dores emocionais podem nos causar dores físicas, e inclusive transtornos mentais. E é por isso que nós vamos orar para que Deus venha nos proteja, para que todo ataque do inferno seja repreendido em nome de Jesus.

As feridas podem originar-se de:

  • Palavras e atitudes de outras pessoas
  • Desilusões
  • Perda da mãe ou do pai
  • Outros tipos de perda significativas.
  • Rejeição da gravidez ou do sexo da criança
  • Rejeição por parte do casal, pares da sociedade
  • Situação familiar difícil
  • Brigas entre os pais
  • Experiências negativas na escola.

A Bíblia ilustra a relação entre o nosso corpo e mente:

  • Provérbios 14:30 – a inveja corrói os ossos
  • Provérbios 15:30 – o coração doloroso deprime o espírito
  • Provérbios 16:24 – as palavras amáveis dão saúde ao corpo
  • Provérbios 17:22 – o grande remédio é o coração alegre, mas o ânimo caído seca os ossos

Quais desses problemas ainda nos incomodam? É importante lidarmos com clareza em relação a esses tópicos, para que possamos viver uma vida abundante que Jesus nos prometeu, porém você é livre para decidir o que fazer.

Que podemos fazer para lidar com essas feridas?

Algumas são superficiais e podem curar-se facilmente, bastando perdoar a pessoa que nos machucou. Feridas um pouco mais profundas podem necessitar de mais tratamento, ou seja, é preciso que você tenha mais momentos na presença do Senhor para que ele venha curar o seu coração.

 Passo 1. Reconhecer a ferida

De modo geral fomos ensinados a não dar muita importância aos nossos sentimentos, a termos uma fé racional. E isso é uma parte da verdade. Mas se há um algo que grita dentro de nós – todos temos sentimentos – e eles nos causam dor, por que vamos continuar negando? Temos que encarar a verdade. Deus não trabalha na escuridão, Ele é luz, e onde há luz, as trevas têm que desaparecer! Precisamos ter equilíbrio nessas situações. Tanto a mente é importante como também as emoções.  Reconhecer, significa admitir e expressar. Por exemplo: se seu marido, ou esposa lhe disse algo que doeu fundo, não negue que esse sentimento é algo real e o que a pessoa lhe disse aborreceu você profundamente.

O que eu costumo fazer hoje: reconheço imediatamente e vou para Jesus levando a situação, não deixo mais para depois…

Se você enterrar isso no seu coração, o sentimento vai reaparecer em alguma outra parte do seu corpo ou de sua mente!

Na Irlanda do Norte, um grupo de terroristas detonou uma bomba. A filha, de um homem morreu em seus braços. Depois ele testemunhou na televisão que havia perdoado os que mataram sua filha, porque ele era cristão. As pessoas ficaram impressionadas com essa atitude. Porém, mais tarde, esse homem caiu em grave depressão, provavelmente porque não havia reconhecido completamente sua ferida.

 Passo 2. Entregar a ferida à Jesus Cristo – Isaías 53:3-4

Vamos fazer um exercício: imagine que você está carregando uma mochila bem pesada, cheia de feridas e mágoas e está sentindo muita dor! Caminhe até a cruz de Cristo. Imagine-se tirando essa mochila de suas costas e colocando-a dentro de uma caixa aos pés da cruz. A caixa é como uma lata de lixo onde Deus põe toda a imundície do mundo, onde podemos depositar não somente nossos pecados, mas nossas feridas também.

Imagine-se escrevendo uma carta para Deus contando cada incidente e a dor que ele provocou. Depois simbolicamente você pega esta carta e entrega para Ele e diz: Por favor Senhor Jesus, tome a minha dor. Tome as minhas feridas, minhas cargas porque o Senhor levou todas elas na cruz. O Senhor foi menosprezado e rejeitado pelos homens para que hoje eu receba a libertação de todas as minhas dores e de cada palavra que me causou tristeza. Estou Lhe entregando toda a dor que está agora em meu coração. 

Passo 3. Perdoar aqueles que causaram tal ferida

O preço do perdão custou a Jesus tudo o que Ele tinha: Sua própria vida! Assim Ele nos deu o exemplo para que façamos o mesmo para com os que nos causaram as feridas. Toda falta de perdão interrompe nossa comunicação com Deus. Sem o perdão de Deus vivemos, por nossa própria escolha, em uma prisão. Se você não perdoou eu tenho que lhe dar uma notícia: Você está dentro de uma prisão, simples assim. Você decide se quer sair ou não?

A falta de perdão nos impede de receber a cura!

Perdoa-nos assim como perdoamos aos nossos devedores!

Vamos imaginar que você tenha uma caneta na sua mão. Segure-a firme e nós vamos orar para que você se sinta compelido a escrever um testemunho entregando essa pessoa na cruz de Jesus. 

Passo 4. Pedir e aceitar perdão pelas reações e emoções incorretas

Oração para receber o perdão:

Senhor, trago minhas reações incorretas para o Senhor e Lhe peço que me perdoe, por favor, apesar de não merecer ser perdoado. Senhor não quero mais carregar esses sentimentos no meu coração.  Obrigado, Senhor por Seu sacrifício na cruz do Calvário e obrigado por me perdoar. 

Oração para perdoar que magoou você:

Pai celestial, decido perdoar aqueles que me feriram (nomeie-os). Em nome de Jesus peço que o Senhor o libere completamente da culpa de seu pecado. Eu também libero perdão para eles em nome de Jesus, não quero carrega-los como um fardo em meu coração. Eu os abençoo em Seu nome. Faço isto de todo o meu coração e não desejo mais que minhas emoções continuem revelando esta ferida. Peço que com Seu sangue apague a dor dessas lembranças tristes e coloque no lugar delas, compaixão e amor, por meio do Espírito Santo. Amém!


Você é, de fato, um valente?

Você se considera uma ameaça para o reino das trevas?

Lucas relata um episódio interessante a esse respeito, no livro de Atos.

“E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? (At 19:13-15).

Imagine que Satanás e seus demônios estivessem numa reunião de planejamento do mal e seu nome fosse levado diante do conselho. O que seria dito a seu respeito? Será que eles iriam considerar você como um de seus inimigos mais temidos e eles precisariam destacar muitos demônios para atrapalhar sua vida, opondo-se ferrenhamente ao seu trabalho para Deus? Seria você aquele indivíduo “valente” disposto a defender com todo o empenho aqueles que estão sob seu cuidado? Ou será que eles diriam: “Senhores, esse indivíduo não representa qualquer tipo de ameaça para nossas atividades. Vamos deixá-lo em paz. Ele não precisa de nossa ajuda.”

Há milhões de crentes que apenas tomam seu lugar nos bancos da igreja e assistem passivamente aos cultos semanais. Sua religião se resume nesse ritual. Eles representam pouca — ou nenhuma — ameaça ao reino das trevas.

O mesmo podemos dizer em relação ao casamento. Há relacionamentos tão monótonos e insípidos que não se tornam motivos de preocupação alguma para o inimigo. Muitas vezes um casal permanece junto apenas por conveniência ou para manter as aparências, mas a verdadeira aliança do casamento já não existe na prática. O divórcio acaba sendo uma questão de tempo. Basta apenas um pequeno empurrão. A Palavra de Deus afirma: “Como poderia ser que um só perseguisse mil, e dois fizessem fugir dez mil se a sua Rocha os não vendera, e o Senhor os não entregara?” (Dt 32:30). Infelizmente, no contexto dessa passagem, Deus estava dizendo que os inimigos não poderiam ser derrotados porque Seu povo se corrompera contra Ele (v. 5).

É isso o que acontece quando um casal permite que crises tomem conta de seu relacionamento, não permitindo que a “Rocha” seja o fundamento de seu lar.

Porém, quando marido e mulher permanecem firmes no Senhor, adotando os princípios corretos da Palavra de Deus, honrando a aliança que fizeram entre si no dia de seu casamento, os dois podem colocar em fuga “dez mil” inimigos ou ainda um número muito maior. Então, esse lar se transforma num grande problema para o inimigo. Salomão diz também que “se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” (Ec 4:12).

Se realmente acreditamos que a guerra contra nós é comandada por principados e potestades (Ef 6:12), os quais não conseguimos enxergar com nossa visão humana, então podemos entender que a tarefa deles é dificultar a vida de qualquer pessoa que esteja buscando andar em plenitude com Deus. No entanto, “porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo.” (1Jo 4:4b – NVI).

Se você está procurando seguir o Senhor de maneira fiel, plena e, juntamente com sua família, está realmente comprometido com o reino de Deus, pode ter certeza de que será alvo de ataques do inimigo. E você precisa ficar muito atento às ciladas — armadilhas astuciosas — que são colocadas em seu caminho, principalmente no lar, para que você tropece (Ef 6:11). Nem sempre os ataques são diretos. Na verdade, são bastante sutis e camuflados, na maior parte das vezes.

Deus, no entanto, permite as provações sabendo que elas nos levam ao desenvolvimento de uma comunhão mais intensa e profunda com Deus. Nos tempos de hoje, precisamos nos apegar firmemente ao poder de Deus para nos manter firmes e estar sempre ao seu lado para ser vitoriosos contra as tentações.

Tempos atrás, meu neto de seis anos estava sendo provocado e ameaçado por um colega de escola maior que ele, a ponto de não querer mais voltar às aulas. Acontece que ele tem um irmão mais velho, forte e corajoso. E quando o irmão tomou conhecimento da ameaça, prontamente se comprometeu a proteger o irmão menor e colocar o garoto que o estava ameaçando no seu devido lugar. O pequeno abriu um sorriso. Já não temia as ameaças, pois tinha a certeza de que seria protegido por alguém muito mais forte do que ele.

Essa pode ser a nossa história quando somos assediados pelo inimigo. Felizmente, temos um Irmão mais velho que é forte e corajoso para nos defender: Cristo Jesus. Ele também pode proteger nosso lar contra os ataques do reino das trevas.

Nossa mensagem se torna mais frutífera quando é o resultado da obediência ao Senhor; e muitas vezes também somos mais abençoados quando enfrentamos sofrimentos e provações por causa do Seu nome.

Deus deseja que cada um de nós se torne um inimigo muito temido pelas hostes do mal, a fim de que possamos, pelo poder do nome de Jesus, destruir o domínio de Satanás.

Quando você começar a se sentir assediado por tentações ou estiver passando por provas difíceis, existe uma grande possiblidade de que você esteja sendo um incômodo para o reino das trevas, e Satanás não gosta disso.

Então, como você e sua família são vistos pelos anjos do mal? Será que eles poderão vê-los sempre em companhia do Irmão mais velho?

Toda vez que for assediado pelo reino das trevas, lembre-se da promessa divina, transmitida pelo apóstolo Paulo: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37).

Fortalecendo relacionamentos familiares