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RAIZ DE WILSON FAAMARGURA
por Wilson Almeida

“Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos” (Hebreus 12:15).

O relacionamento entre pessoas sempre foi uma área crítica na história da humanidade, desde a entrada do pecado no mundo. Que o digam pastores, líderes, dirigentes… e, principalmente, maridos e esposas, pais e filhos.

O inimigo sempre tem uma estratégia específica para destruir relacionamentos. Ele monta suas armadilhas. Surge o conflito, seguem-se os julgamentos e os sentimentos são feridos, dando lugar às raízes de amargura. E quando essas raízes de amargura são cultivadas e bem alimentadas, sua influência atinge não apenas a pessoa envolvida, mas a contaminação se ramifica e alcança muitos outros, até pessoas que não estão ligadas diretamente ao problema.

Como cristãos, falamos muito na necessidade de perdão e até nos esforçamos para perdoar aqueles que nos ofendem. Mas quão completo é esse perdão, a ponto de alcançar e destruir a raiz de amargura que está lá no profundo do coração?

Faz alguns anos, o proprietário anterior da chácara onde moro plantou uma pequena muda de bambu. Há alguns meses resolvi acabar com o bambuzal que estava começando a prejudicar até a cerca do vizinho. Eu não fazia ideia de quão profundas e entrelaçadas estavam suas raízes. Contratei um trator para o trabalho. Foram várias horas de trabalho tentando arrancar as raízes e pouco progresso foi feito. A máquina gemia e as raízes teimavam em permanecer no mesmo lugar. Tivemos que desistir, após inúmeras tentativas. Agora estou usando outros métodos de extermínio químico para acabar com a planta indesejada. E que trabalho difícil e demorado. Fiquei imaginando que se tivesse cuidado do problema enquanto ainda era pequeno, teria sido muito mais fácil resolver.

Assim são as raízes de amargura no coração. Quando mais permitimos que elas se aprofundem e se espalhem, mais difícil é a tarefa de exterminá-las. Não existe máquina que possa arrancá-la à força. Apenas a graça de Deus, que atua como se fosse um veneno químico contra elas é que pode oferecer uma solução definitiva.

Muitos de nós clamamos por justiça quando somos atingidos. “Ele tem que pagar pelo que fez!” gritamos em desespero e ódio quando nos sentimos lesados. Mas há danos irreparáveis que nem todo o dinheiro do mundo poderia compensar. Precisamos ter em mente que um ofensor jamais poderá pagar por sua ofensa. Somente o Salvador Jesus Cristo é o único Ser, em todo o Universo, que pode pagar todas as ofensas humanas, por mais terríveis que sejam. Na verdade, Ele já as pagou na cruz do calvário.

Quando aceitamos essa graça maravilhosa e incompreensível aos olhos humanos, podemos realmente perdoar e não permitir que uma raiz de amargura se alastre em nosso coração. Jesus estende essa mesma graça tanto ao ofendido quanto ao ofensor. Ele morreu por ambos. O que faz toda a diferença é a aceitação dessa graça divina. Aquele que a recebe encontra plena paz e perdão completo, não importa a extensão da ofensa.

A Oração Modelo de Jesus diz: “perdoa-nos, assim como nós perdoamos”. Portanto, entendamos de uma vez por todas que o ato de perdoar não é sentimento, é mandamento. A obediência a esse preceito somente é possível através da graça de Jesus derramada em nosso coração. Permita agora mesma que essa graça preciosa venha inundar permanentemente sua vida!

(Publicado na seção Falando Francamente do portal

www.iasdemfoco.net)

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